terça-feira, 19 de julho de 2016

A rara síndrome que faz homem pensar que está morto

Imagem: ociosocurioso.com.br

Síndrome de Cotard é uma doença mental que leva a pessoa a crer estar morta, que não existe, que está se decompondo ou que perdeu sangue e órgãos internos.

- Bom Dia, Martin. Como você está?
- Igual, eu suponho. Morto.
- O que te faz pensar que está morto?
- E você, doutor? O te faz pensar que está vivo?
O médico é Paul Broks, neuropsicólogo clínico, alguém que estuda a relação entre a mente, o corpo e o comportamento.
E Martin é um caso muito raro, segundo Broks.
- Estou muito certo de que estou vivo, pois estou sentado aqui com você. Estamos conversando, estou respirando, posso ver coisas. Pareceme-me que você está fazendo o mesmo e, sendo assim, também estou seguro de que você está vivo.
- Não sinto nada. Nada disso é real.
- Você não se sente igual a antes ou sente um pouco deprimido, talvez?
- Nada disso. Não sinto absolutamente nada. Meu cérebro se apodreceu, nada mais resta em mim. É hora de me enterrarem.
O paciente realmente pensava estar morto ou era uma metáfora?
"Ele, literalmente, achava que estava morto", conta Broks.
- Mas você está pensando nisso. Se está pensando, deve estar vivo. Se não é você, quem está pensando?
- Não são pensamentos reais. São somente palavras.
Martin sofria da síndrome de Cotard - também conhecida como delírio de negação ou delírio niilista-, uma doença mental que leva a pessoa a crer que está morta, que não existe, que está se decompondo ou que perdeu sangue e órgãos internos.
A doença mexe com nossa intuição mais básica: a consciência de que existimos.
Todos temos um forte sentido de identidade, uma pequena pessoa que parece viver em algum lugar atrás de nossos olhos e nos faz sentir esse "eu" que cada um de nós somos.
O que acontece com Martin, agora que ele não tem o "homenzinho" na cabeça? Agora que ele pensa não existir?
Há um filósofo que tem a resposta, segundo Broks.
"Descartes dizia que era possível que nosso corpo e nosso cérebro fossem ilusões, mas que não era possível duvidar de que temos uma mente e de que existimos, pois se estamos pensando, existimos", diz o neuropsicólogo.
O paradoxo aqui é que os pacientes de Cotard não conseguem entender o "eu".
Adam Zeman, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, acredita que o "eu" está representado em diversos lugares do cérebro.
"Creio que está representado inúmeras vezes. Está em todas as partes e em nenhuma", explica Zeman à BBC.
Zeman esclarece que, entre essas representações está a do corpo (o "eu" físico), o "eu" como sujeito de experiências, e nosso "eu" como entidade que se move no tempo e no espaço.
"Estamos conscientes de nosso passado e podemos projetar nosso futuro. Então, temos o 'eu' corporal, o 'eu' subjetivo e o 'eu' temporal", diz Zeman.
"Isso é a consciência estendida, o 'eu' autobiográfico, o que nos leva ao caso de Graham, um outro paciente com síndrome de Cotard", diz Broks.
O caso de Graham
"Ele tentou se suicidar ao jogar um aquecedor elétrico na água quando estava na banheira, mas não sofreu nenhum dano físico sério", lembra Zeman, que tratou do caso.

"Mas estava convencido de que seu cérebro já não estava mais vivo. Quando o questionava, dava uma versão muito persuasiva de sua experiência", acrescenta.
"Dizia que já não tinha mais necessidade de comer e beber. A maioria de nós alguma vez já se sentiu terrível e se expressou dizendo 'estar morto'. Mas com Graham era como se ele tivesse sido invadido por essa metáfora".
A maneira como Graham descrevia sua experiência era tão intrigante que neurologistas decidiram observar como seu cérebro se comportava. Zeman estudou o caso com seu colega Steve Laureys, da Universidade de Liége, na Bélgica.
"Para nossa surpresa, uma ressonância mostrou que Graham estava dando uma descrição apropriada do estado de seu cérebro, pois a atividade era marcadamente baixa em várias áreas associadas com a experiência do 'eu'", conta Zeman.
"Analisei exames durante 16 anos e nunca tinha visto alguém de pé e se relacionando com outras pessoas, com um resultado tão anormal. A atividade cerebral de Graham se parece com a de alguém anestesiado ou dormindo. Ver esse padrão em alguém desperto, até onde sei, é algo muito raro", completa Laureys.
Zumbi filosófico
"Ele mesmo dizia que se sentia um morto-vivo. E que passava tempo em um cemitério, pois sentia que tinha mais em comum com os que estavam enterrados", lembra Zeman.

Mas essas regiões que não estavam funcionando normalmente no cérebro de Graham eram as mesmas relacionadas com a identidade?
"Curiosamente, o sistema cerebral mais associado com o 'Eu Estendido' é a rede neural por efeito, justamente a que estava afetada no caso de Graham", ressalta Zeman.
"Se colocamos alguém em uma máquina de ressonância magnética e pedimos que relaxe, esses são os conjuntos de regiões cerebrais que estão mais ativos. São essas regiões que estão ligadas a nossa habilidade de recordar o passado e projetarmos o futuro, a pensar em si e nos outros, bem como às decisões morais", completa.
"Todas essas funções estão associadas ao 'eu'."
No caso de Graham, essa rede não funcionava apropriadamente.
De certa maneira, ele estava morto.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/07/rara-sindrome-que-faz-homem-pensar-que-esta-morto.html

 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Cientista prova a existência de Deus e ganha um dos prêmios mais cobiçados

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Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês Michael Heller mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios. Ele montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo.
Como um seminarista adolescente que se sente culpado quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa.
Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso.
O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”. O resultado material é que na semana passada Keller recebeu um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fundação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$ 1,6 milhão.
O que é a “Teologia da Ciência”?
Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo- se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus.
Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.
Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?”
Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mergulha na metáfora desse pensador: imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido.
Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito. Keller “apazigua” o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”. Com o prêmio que recebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas. E já escolheu o nome: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o centro do sistema solar.
Fotos de nebulosas obtidas do telescópio espacial Hubble
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Michael Keller usou algumas ferramentas fundamentais para ganhar o tão cobiçado prêmio científico da Fundação Templeton. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem? Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Keller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. “E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”, diz Keller.
“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos”
Salmo 19:1
Fonte: Ibrpe
 http://momentocurioso.com.br/cientista-prova-a-existencia-de-deus-e-ganha-um-dos-premios-mais-cobicados/

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Estudo alerta que falta de informação sobre remédios põe grávidas em risco

A ideia de que qualquer tipo de medicamento, quando utilizado durante a gravidez, traz riscos, tem feito mulheres evitarem tomar remédios que, na verdade, são seguros. A conclusão é de um estudo realizado pela Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e publicado no International Journal of Clinical Pharmacy, que ouviu 1.120 mulheres. O principal problema em relação a esse medo do uso de medicamentos durante a gravidez é quando ele impede que grávidas recebam tratamento adequado para infecções do trato urinário, o que pode trazer complicações. Michael Twigg, um dos autores do estudo afirma que o objetivo do estudo era "saber como essas crenças e medos afetam o consumo de remédios, se eles impedem que mulheres tomem medicamentos que são, na verdade, seguros". A pesquisa questionou as mulheres sobre quais problemas de saúde tinham durante a gravidez e se elas consideravam o uso do medicamento durante a gravidez mais prejudicial do que benéfico e se elas haviam deixado de tomar medicações durante a gestação. Dentre os resultados, o estudo conclui que muitas mulheres acreditam que tomar paracetamol para combater a dor durante a gravidez é arriscado, o que não corresponde à realidade. Dentre as entrevistadas, 72% afirmaram que deixaram de usar certos medicamentos durante a gravidez, como paracetamol, descongestionantes nasais, medicamentos para resfriado e tosse, entre outros. Twigg afirmou que "uma das coisas mais preocupantes que descobrimos foi que muitas mulheres que tiveram uma infecção do trato urinário não tomaram medicação. Se não tratadas, as infecções do trato urinário podem provocar complicações significativas e prejudicar o feto", afirmou Twigg. "O que isso nos mostra é que as mulheres precisam de mais informações sobre a segurança do uso de medicamentos durante a gravidez para encorajá-las a tratar as condições de forma efetiva", completou.

Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/saude/noticia/17236-estudo-alerta-que-falta-de-informacao-sobre-remedios-poe-gravidas-em-risco.html

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Estudo indica que maconha pode não fazer tão mal para saúde

Uma pesquisa realizada na Nova Zelândia observou os efeitos da maconha sobre a saúde de quase mil pessoas que participaram do estudo. A pesquisa concluiu que a maconha não faz tão mal para a saúde física das pessoas como se imagina. Entretanto, malefícios como o prejuízo no desenvolvimento do cérebro, especialmente entre os jovens, e a piora de doenças mentais continuam ligados à droga. Mas, na saúde física, o efeito da substância pode até ser benéfico, como ajudar a controlar o nível de colesterol e índice de massa corporal (IMC). O prejuízo foi observado na saúde bucal. Em 55,6% dos usuários que usaram a droga por mais de 15 anos foi constatado prejuízo periodontal (nas gengivas) em comparação a 13,5% de quem nunca usou a droga. Essa relação seria explicada pela falta de higiene bucal entre as pessoas que usam maconha. Outros prejuízos observados foi o da função respiratória da autoavaliação de saúde. Os cientistas analisaram o consumo de cannabis por um ano, com voluntários dos 26 aos 38 anos. Os pesquisadores que estudam esse grupo neozelandês, que é acompanhado desde os anos 70, já haviam publicado um estudo destacando os efeitos negativos da droga, principalmente na saúde mental de adolescentes (refletido em uma perda nos testes de QI). O novo estudo foi publicado pela revista "Jama Psychiatry", os autores afirmam que dificilmente a maconha seria capaz de melhorar a saúde metabólica da população, apesar dos (fracos) indícios nessa direção. "Os resultados inesperados sublinham a importância de se fazer pesquisa rigorosa para testar hipóteses em vez de construir políticas públicas baseadas em mitos e dogmas que há muito pairam sobre esse assunto", escreveram Kevin Hill, e Roger Weiss, da Faculdade de Medicina de Harvard e do Hospital McLean, em Belmont, Massachusetts, nos EUA, em comentário ao estudo. Os pesquisadores recomendam cautela no uso médico. Os pesquisadores também desencorajam o uso recreativo da droga por médicos. "É importante frisar que, por melhor que tenha sido conduzido, este é apenas um estudo, com uma população homogênea, feito em um único país e terminando aos 38 anos de idade. É possível que alguns problemas surjam depois disso". 

Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/saude/noticia/17239-estudo-indica-que-maconha-pode-nao-fazer-tao-mal-para-saude.html

terça-feira, 14 de junho de 2016

Brasil registra mais três mortes provocadas por zika em adultos

Subiu de três para seis o número de mortes provocadas por zika em adultos no Brasil. Dois dos casos aconteceram em Minas e um, no Rio. A informação, obtida pelo jornal O Estado de S.Paulo, deverá ser oficializada na próxima semana pelo Ministério da Saúde. A confirmação, considerada relevante por especialistas, ocorre em um momento em que governo se esforça para transmitir segurança à comunidade internacional, que volta os olhos para o Brasil com a proximidade da Olimpíada. Nesta sexta-feira (10), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, concedeu uma entrevista para a imprensa internacional para mostrar o baixo risco de turistas se contaminarem com o vírus durante o período dos jogos. Para cientistas, embora mortes provocados por zika sejam consideradas raras, elas indicam que o vírus tem potencial para levar a quadros bem mais graves do que se imaginava. Além de risco de aborto e microcefalia nos bebês infectados na gestação, o zika também pode provocar em adultos encefalite e Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que leva à paralisia dos membros. "Cada informação que se tem sobre o vírus é essencial. Podemos dizer que ele ainda é um grande desconhecido da ciência", afirma a pesquisadora da seção de Arbovirologia e Febre Hemorrágica do Instituto Evandro Chagas Socorro Azevedo. As novas confirmações indicam a necessidade de se pesquisar qual é o mecanismo de ação do vírus no organismo humano que pode provocar a morte. Outro ponto considerado essencial é desvendar quais fatores levam o paciente a ficar mais suscetível à ação do vírus. O Brasil foi o primeiro país a confirmar que a zika poderia provocar morte em adultos. Três dos óbitos aconteceram no ano passado. As novas confirmações de morte são de pacientes que se contaminaram neste ano. Laboratórios oficiais investigam ainda a causa de outras 49 mortes suspeitas de terem sido provocadas pelo vírus. Além do Brasil, os Estados Unidos também confirmaram uma morte provocada pelo zika. O caso, divulgado em abril, é de um homem de 70 anos. Ele teve a infecção tratada, mas morreu em consequência de uma hemorragia.

Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/estadao/noticia/133757-brasil-registra-mais-tres-mortes-provocadas-por-zika-em-adultos.html

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Poluição atmosférica é fator de risco para AVC, diz pesquisa

A poluição atmosférica é um dos principais fatores de risco para acidentes cerebrais vasculares (AVC), principalmente países em desenvolvimento, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira (11) na revista “Lancet”. De acordo com os pesquisadores, o índice onde a poluição pode ser determinante para o AVC chega a 33,7% nos países de média e baixa renda. “Ficamos surpresos em descobrir que uma proporção assombrosamente alta da “carga” dos AVCs — o número de dias perdidos por uma morte prematura e os anos de vida produtivos perdidos devido a incapacidades— podia ser atribuído à poluição atmosférica, em particular nos países em desenvolvimento”, contou o professor Valery L. Feigin, da Universidade Tecnológica de Auckland, na Austrália – líder do estudo.
 
A pesquisa foi realizada em 188 países entre os anos de 1990 e 2013. Ao analisar 17 fatores de risco, os cientistas descobriram que 90% da “carga” dos AVCs poderiam ser atribuídas a fatores de risco modificáveis, essencialmente fatores de risco comportamentais como o tabagismo, alimentação ruim, ou sedentarismo. Já a parte atribuível à poluição foi avaliada em 33,7% nos países com média e baixa renda, contra apenas 10,2% nos países com alta renda em 2013, mostrando um aumento crescente desde 1990. Esse resultado prova que, nos últimos 20 anos, o fator poluição aumentou consideravelmente entre os doentes.
 
No sul da Ásia e na África subsaariana, o índice chega a 40%, sobretudo devido à contaminação atribuída ao uso de combustíveis sólidos para aquecimento ou para cozinhar. Além da poluição, outros fatores de risco aumentaram suas proporções de causa para AVCs. O consumo de bebidas açucaradas, por exemplo, aumentou 84% e supõe um aumento de 63% do risco. Os principais fatores de risco conhecidos são: hipertensão, ausência de frutas e verduras na alimentação, consumo elevado de sal e açúcar, obesidade, sedentarismo e fumo.
 
Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/saude/noticia/17240-poluicao-atmosferica-e-fator-de-risco-para-avc-diz-pesquisa.html

terça-feira, 10 de maio de 2016

Amor de mãe leva a maior desenvolvimento cerebral do filho, diz pesquisa

O amor da mãe pode ter efeitos muito mais significativos do que se imagina, de acordo com um estudo desenvolvido nos Estados Unidos. Liderados pela psiquiatra infantil Joan Luby, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, uma equipe descobriu que uma importante área do cérebro cresce duas vezes mais rápido em crianças cujas mães demonstravam afeto e apoio emocional, em comparação com as que eram mais distantes e frias. A partir de imagens do cérebro, foi possível perceber que uma criação amorosa era mais benéfica para crianças com menos de seis anos, segundo informações do G1. "Acreditamos que isso se deve a uma maior plasticidade cerebral quando a criança é menor, o que significa que o cérebro é afetado mais fortemente por experiências no começo da vida. Isso sugere que é vital que crianças recebam apoio emocional e afeto nesses primeiros anos", afirmou Joan. A pesquisa foi feita com 127 crianças, que eram submetidas periodicamente a exames de ressonância magnética no cérebro desde que começaram a frequentar a escola até a adolescência. As mães também foram avaliadas a partir de vídeos das mães em situações de estresse na presença dos filhos.

Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/saude/noticia/16892-amor-de-mae-leva-a-maior-desenvolvimento-cerebral-do-filho-diz-pesquisa.html

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Núcleo de Prevenção do Suicídio ganha espaço de leitura e cinema

Pacientes e profissionais do Núcleo de Estudos e Prevenção do Suicídio (Neps) terão novos espaços de convivência a partir desta sexta-feira (29), com a inauguração do Espaço de Leitura e do Cinema do NEPS (Cineps). "É um espaço idealizado para o encontro com a leitura e simboliza o esforço comum dos técnicos e pacientes do NEPS e da equipe do Centro de Informações Antiveneno (Cieave), em compartilhar esforços por um objetivo comum", afirmou a psicóloga Soraya Carvalho, coordenadora do núcleo. O projeto Espaço de Leitura foi viabilizado, segundo Soraya, a partir da doação de livros e será inaugurado com cerca de 200 publicações. "Esperamos receber mais doações, para que o acervo possa estar sempre sendo ampliado". Quanto ao cinema, a ideia é que ocorram, inicialmente, sessões bimestrais e, posteriormente, mensais, sempre exibindo filmes que abordem questões contemporâneas, para que os pacientes, a partir do processo de recuperação da depressão, possam se inteirar do que está ocorrendo no mundo. 

Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/saude/noticia/16896-nucleo-de-prevencao-do-suicidio-ganha-espaco-de-leitura-e-cinema.html

domingo, 8 de maio de 2016

Federação aponta que planos de saúde já se preparam para atendimento de zika

Os planos de saúde e seguros de assistência à saúde estão em processo de preparação para oferecer o atendimento para diagnóstico e tratamento do vírus Zika, informou nesta quinta-feira (28) a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). De acordo com a entidade, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deve divulgar os critérios para esse atendimento em breve e a intenção é, desde já, antecipar um mapeamento do atendimento necessário. Em nota à imprensa, a FenaSaúde ressaltou que os exames não estavam previstos inicialmente no rol de coberturas obrigatórias. "Consequentemente, representarão custos adicionais ao sistema de saúde suplementar". A entidade acrescentou, segundo a Agência Brasil, que não é possível prever quanto ou se haverá repasse aos clientes. Conforme a FenaSaúde, as ações das associadas à federação incluem desde já o mapeamento e a mobilização de toda a rede de atendimento. Além disso, auxiliam os órgãos de saúde na identificação de pessoas que tenham sido internadas com suspeita ou confirmação da enfermidade. No último dia 19, a ANS finalizou uma proposta para incorporação de exames de detecção de vírus Zika ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que estabelece a cobertura obrigatória que os planos de saúde devem oferecer aos clientes. Assim que for aprovada, a ANS dará prazo para que operadoras de planos de saúde organizem a rede de atendimento e de laboratórios para oferecerem os exames. 
 
Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/saude/noticia/16897-federacao-aponta-que-planos-de-saude-ja-se-preparam-para-atendimento-de-zika.html

sábado, 7 de maio de 2016

Meditação pode ser tão eficaz quanto remédios no tratamento de depressão, diz estudo

Um estudo desenvolvido na Universidade de Oxford, no Reino Unido, apontou que existe um tipo de meditação que pode ser tão benéfica no combate à depressão quanto medicamentos. Chamada "mindfulness" (ou consciência pela), a prática perdeu a conotação espiritual entre os rofissionais de saúde de diversas áreas e já é recomendada pelo serviço de saúde britânico, o NHS. "Embora a MBCT [terapia cognitiva baseada em consciência plena] não seja uma cura perfeita, claramente oferece uma direção nova para que aqueles com um histórico de depressão possam aprender habilidades para ficarem bem a longo-prazo", afirmou o professor Willem Kuyken, autor-chefe do estudo. Segundo o jornal O Globo, Kuyken disse ainda que pessoas diferentes necessitam de tratamentos diferentes. A meditação deve ser vista como uma opção, assim como medicamentos e outras terapias. "Precisamos de mais pesquisas para mostrar como evitar os primeiros casos de depressão, ainda na juventude", explicou. "É um treino mental. É sobre treinar a mente para que as pessoas saibam como responder aos seus pensamentos negativos, seus sentimentos negativos, e tenham as habilidades necessárias para serem mais mentalmente resilientes". 
 
Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/saude/noticia/16898-meditacao-pode-ser-tao-eficaz-quanto-remedios-no-tratamento-de-depressao-diz-estudo.html